Palpitate: software mede os batimentos cardíacos no vídeo

Palpitate: software mede os batimentos cardíacos no vídeo
15 fev 2016

Já é possível medir os batimentos cardíacos da pessoa que aparece no vídeo que você assiste. E isso abre uma janela para entender melhor o estado fisiológico e até emocional daquela pessoa, ou seja, se ela está calma, ansiosa ou se fala a verdade.

Recentemente, cientistas e engenheiros conseguiram medir os batimentos, mesmo sem que nenhum contato físico fosse necessário. Isso foi possível usando uma tecnologia que detecta mudanças de tom de pele.

Agora, uma equipe de estudantes do Imperial College London está desenvolvendo um software que analisa as gravações de vídeos de pessoas que falam frente à câmera, para estimar os seus batimentos, mesmo em vídeos gravados em condições mais difíceis, especialmente quando os movimentos das pessoas e as variações de iluminação estão envolvidos.

O batimento cardíaco afeta a voz, e pode mudar a coloração do rosto, ou seja, o rosto fica mais vermelho quando o coração bombeia sangue para ele.

O software analisa a onda física produzida na fala ou discurso e a coloração facial que corresponde ao batimento cardíaco da pessoa analisada. Para isso, a tecnologia usa tanto o áudio como o vídeo para analisar o tom de pele e a espectrografia da voz.

face-tracker

Ainda não sabemos o quão preciso é essa mensuração, mas certamente esse software é intrigante e promissor. Sabemos que a equipe ainda pretende aprimorá-lo com a aprendizagem de máquina (machine learning).

Potenciais benefícios

Os inventores esperam que esse software seja útil para diversas áreas como televisão, esportes e Medicina, no sentido de ajudar em diagnósticos de arritmia cardíaca, depressão e outras condições médicas. No futuro, um médico poderia usá-lo para ajudar a detectar sintomas sutis na forma como uma pessoa se apresenta.

Podermos detectar a frequência cardíaca (e futuramente outras coisas) a partir do rosto que aparece num vídeo tem alguns benefícios:

Remoto: Não é preciso estar ao lado da pessoa (ou do paciente, no caso dos médicos, psicólogos e psiquiatras) para fazer as medições.

Discreto: Nenhum dispositivo necessita ser colocado na pessoa (ou paciente) analisada.

Retroativo: Seria possível assistir as últimas gravações de áudio e vídeo para ajudar no diagnóstico. Vídeos de uma criança poderiam revelar sinais de um sintoma, ou poderiam fornecer novas provas em um processo judicial.

Esse é o vídeo que a equipe criou para um dos protótipos do software:

Nós, da Tama Pitch, acreditamos que essa nova tecnologia tem potencial para ter um forte impacto comercial e trará benefícios para a área médica.

Fontes:  Samcoop, esse paper e slides da apresentação da equipe.

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Lilia Porto

Lilia Porto é criadora da TamaPitch e especialista em Video Marketing. Também é curadora de conteúdo do site O Futuro das Coisas. Twitter: @liliapcastro | Google+

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